Uma Náusea que não enjoa

 Devo dizer, que fiquei surpreendido pela positiva com a Náusea. Tenho sempre algum receio de obras feitas por filósofos, que muitas vezes entram por caminhos incompreensíveis e que me deixam com uma sensação de vazio, quando os acabo de ler. Se calhar é mesmo essa a intenção deles. Jean Paul Sartre descreve o seu quotidiano de uma forma lúgubre, mas com uma linguagem extraordinária. Foi graças a isso aliás, que me fez gostar deste livro. É que o autor é um extraordinário escritor, e graças a isso, conseguiu descrever de maneira eloquente o seu dia a dia e os estados de alma que o assolavam, tarefa que convenhamos, não é nada fácil. A Náusea é uma viagem ao mistério da existência humana, aos seus comportamentos, crenças e ao porquê do mundo que nos rodeia ser experimentado de formas diferentes pela consciência individual. Pelo que percebi, Sartre faz uma critica, ás razões que levam as pessoas a justificarem a sua existência, sem nunca, verdadeiramente se questionarem a fundo sobre o assunto, como o personagem principal o faz.
 Não é uma obra fácil de ler, mas é poderosa e profunda.

   



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