ET´s que trouxeram o próprio telefone
O Primeiro Encontro ( não, não é uma comédia romântica), tinha tudo para ser um daqueles filmes de culto, passível de ser mencionado por várias pessoas como um filme que lhes marcou a vida, e fez ver as coisas de maneira diferente. Uma daquelas obras cinematográficas, em que há um antes e um depois. O realizador Dennis Villeneuve provinha de um circuito mais alternativo, os atores com provas dadas( alguns pelo menos), o tema era espetacular, mas no fim... ficou aquela sensação de que a obra ficou aquém. E isto porquê? Digamos que o desenlace foi um bocado infantil e como eu não gosto de estragar surpresas vou só dizer que envolveu um simples telefonema. Nenhum dos atores se destacou, sendo que a maior parte do filme girou em torno da personagem encarnada pela Amy Adams. Esta bem se esforçou, mas esteve longe de ser brilhante, como por exemplo o esteve na Golpada Americana( Para ser franco todos estiveram brilhantes nesse filme). Ela fez algumas vezes aquela cara de chorona que ela tão bem sabe fazer, mas de pouco isso valeu para abrilhantar o filme. Os ET´s eram um bocado para o repulsivos e dificilmente se associavam aquelas formas a vida extraterreste inteligente.
De facto, a premissa era excelente e a abordagem habitualmente feita aos filmes de ET´s que vêm à Terra foi refrescante. Nunca antes ninguém se tinha concentrado na problemática da comunicação. No entanto, essa expectativa inicial, vai-se esvaziando com o decorrer do filme sendo que o balão está completamente vazio na parte do clímax ( Se é que podemos chamá-lo assim, de tão fraco que foi). O finalzinho foi bastante bom, nomeadamente com a conjugação feliz da banda sonora com as imagens.
Em jeito de conclusão, podia ser bem melhor, mas não dei o meu tempo por mal entregue.
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