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A mostrar mensagens de 2011

Até quando?

Toda esta conversa de economia dá-me dor de cabeça. Mas acho que vou meter a minha foice na seara do momento. Posso não ser nenhum neoliberal aguerrido, ou mesmo um Keynesiano dos sete costados, mas porra, tenho uma casa e vou sofrer para pagar as contas ao final do mês, ainda para mais com esta nova chulice, sim é mesma a palavra certa para a situação, chulice, do IVA a 23% para a eletricidade e o gás. A minha solução para todas este sem número de chulices que o governo nos está a fazer, em nome da Troika, dizem eles, é muito simples. Lembram-se dos estudantes e das propinas? Qual é que era o slogan? Pois é, não pagamos, não pagamos, não pagamos, não pagamos. E isto para tudo. Se fosse do governo, fazia o acordo com os meninos, chutavam para cá o dinheiro e depois não fazia nada daquilo. No entanto, como cidadão comum, e uma vez que o PSD/CDS são mais troikistas que a própria troika continuava com a mesma cena. IVA a 23%? Não pago. SCUTS? Não pago. Novos impostos em geral? Não pago....

O Homem urso

O realizador alemão, Werner Herzog, traz-nos, em Grizzly Man , um documentário a todos os títulos surpreendente. Esta obra, conta a história de Timothy Treadwell, um homem apaixonado pelos ursos e pela vida selvagem que durante treze verões seguidos seguia para o Alaska para estar perto dos seus animais favoritos. Herzog recorre a material filmado pelo próprio Treadwell, revelando-nos imagens fantásticas dos ursos no seu habitat natural, mas também da loucura de Treadwell, que invariavelmente arriscava a sua própria vida para defender estes animais. Grizzly Man é, sem dúvida um documentário diferente, sobre uma personagem que despertava uma certa ambiguidade de sentimentos nas outras pessoas. A própria obra, deixa-nos a nós, espectadores alguma liberdade para considerarmos se Treadwell, seria um louco á procura de protagonismo, ou apenas alguém com uma imensa paixão pela natureza. Uma coisa é certa, gostando ou não de Treadwell, Grizzly Man tem o condão de não deixar ninguém indifere...

Retrato de uma juventude eterna

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O Retrato de Dorian Gray é o único romance escrito por Oscar Wilde e tem uma história bastante original. A um jovem formoso e de espirito simples chamado Dorian Gray é-lhe pintado um retrato pelo seu melhor amigo, um pintor chamado Basil Hallward. Às tantas esse retrato tem poderes especiais, que permitem ao jovem Dorian, permanecer jovem ao mesmo tempo que os excessos da sua vida se transferem para a pintura. A alma simples e ingénua de Dorian é corrompida pela linguagem mordaz de Lord Henry, um hedonista que faz ver a Dorian que os valores são uma treta e a unica coisa que um homem deve perseguir é o prazer. A ideia para o livro é bastante boa, mas a linguagem utilizada é excessivamente clássica, o que é natural, visto tratar-se de personagens das altas classes inglesas. No entanto, ás vezes torna um bocado aborrecido o desenrolar da narrativa. Em resumo, boa história, com uma fraca narrativa, não sendo tempo totalmente perdido.

O Complexo mundo da Favela

Dois irmãos tugas da familia Patrocinio decidiram entrar dentro do complexo do Alemão, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro e fazer um documentário. O resultado foi Complexo: Universo Paralelo . O fio do documentário gira em torno de quatro realidades, cada uma delas personificada por uma pessoa real. Uma mãe de familia desempregada, o líder da comunidade, o rapper e claro, o traficante. Complexo:Universo Paralelo é acompanhado por uma extraordinária banda sonora, extremamente ambiental, e por uma montagem superior. As imagens que vemos são fortes. Pois a pobreza e principalmente a miséria, faz parte do dia-a-dia das pessoas que ali moram. Ao ver este documentário, sinto-me como se vivesse numa bolha, ao abrigo de todos os males do mundo. Todos os nossos mesquinhos problemas se reduzem á mais completa e total insignificância, se comparados com os problemas destas pessoas. Apesar disso, não creio que tenha sido para nos sentirmos bem com a desgraça dos outros, que este documentári...

Não deixes de acreditar Mulder

Na quinta temporada dos Ficheiros Secretos , o Mulder vai ter uma crise de fé nos raptos de extraterrestres. Alguém do governo vai-lhe meter minhocas na cabeça a dizer que tudo faz parte de uma conspiração governamental para encobrir a real razão por detrás desses raptos. Esta temporada trás também uma maior aproximação emocional entre o Fox e a Dana, mas ainda sem resultados concretos. O surgimento, mesmo no final da temporada de outra gaja pode fazer aquecer as coisas... De resto, mais paranormalidades fixes que entretêm um gajo. O grande mutato, num episódio á antiga, a razão do aparecimento dos Lone Gunman, o regresso do Pusher, o monstro disfarçado de pessoa, são razões de sobra para acompanhar esta temporada. Há também momentos baixos, mas felizmente são poucos. O duplo episódio dedicado á filha da Sculy é um bocado seca e há um episódio inteiro que nada tem a ver com os x-files. È compreensivel. As paranormalidades já estão a esgotar...

Valia mais não terem saído dos suburbios

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Há quem considere os Arcade Fire, uma banda de culto. Esta suposta classificação acarreta sempre uma grande dose de responsabilidade. Depois de ter ouvido o album de estreia desta banda, fiquei com a pulga atrás da orelha. Assim, dediquei-me a auscultar o último trabalho da banda, The Suburbs . O resultado foi uma desilusão monumental. Em dezasseis musicas, aproveitam-se quatro, muito pouco para uma banda de culto. The Suburbs arranca em grande forma, com os dois primeiros temas a confirmarem as expectativas elevadas que esta banda traz. Mas o resto, é de uma pobreza franciscana, aproveitando-se os temas 10 e 11. O álbum pode classificar-se como uma espécie de pop alternativo e experimental. O que é certo é que a industria da musica gostou tendo-lhe atribuido alguns grammys. Eu não...

Espiões & Companhia

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Um Espião Perfeito , escrito por John Le Carré, conta a história de vida de Magnus Pym, desde a sua infância, até a sua morte. Como não podia deixar de ser para este autor, o tema deste livro versa sobre a espiões e espionagem. Magnus Pym, é nada mais, nada menos do que um "fiel" empregado dos Serviços Secretos Britânicos. Mas, numa vida de espião, nem tudo o que parece, realmente o é. Escavando a fundo na infância de Magnus, vamos então compreender as grandes lacunas que o mesmo tem a exercer éticamente a sua profissão. Um Espião Perfeito , tem quase seiscentas páginas. A sequência da história, varia entre o passado de Magnus Pym, e o presente da narrativa, que se situa no desaparecimento do mesmo. Não é um livro, que se leia de um golpe, mas também não é secante nem dificil de ler. Dá para entreter nas horas mortas da vida...

Who´s the bad guy?

Recuemos até ao já distante ano de 1995. Foi quando saiu um filme chamado Os Suspeitos do Costume , produzido e realizado, pelo então desconhecido Bryan Singer. Além de um naipe impecável de atores, como Gabriel Byrne, Kevin Spacey e um imberbe jovem chamado Benicio del Toro, este filme é bastante entretido, como um bom filme de ladrões deve ser. Além de crimes, claro, este filme faz alusão a um superbandido, temidos pelos demais amigos do alheio, chamado Keyser Soze. Este demónio, inicialmente, associado a um dos membros da quintilha do filme, vai ser supreendentemente revelado, quase no fim. Bom, penso durante o visionamento, uma pessoa acaba por adivinhar o tal keyse Soze, mesmo com todas os indicios para despistar com que o desenrolar da história nos tenta baralhar. Em resumo, sem ser um filmachacho do outro mundo, são cerca de 100 minutos entretidos. È o que dá juntar um bom argumento, com um realizador talentoso.

Sofre, Lola, sofre

Quem diria que eu alguma vez na minha vida iria ver um filme filipino? E melhor, iria gostar? Pois é, foi até hoje. De um realizador chamado Brillante Mendonza chega-nos o filme Lola, também ele brilhante. A história gira em torno de duas avós, cujos caminhos se vão cruzar pois uma é a avó do assassino do neto da outra avó. O filme é também um retrato da pobreza de um país esquecido pela comunidade internacional. È neste cenário de escassez, que ambas as avós vão lutar pelos seus netos. Uma pela liberdade e a outra por um funeral condigno. Graças a estes filmes, podemos ver um um mundo desconhecido para nós, um mundo que Hollywood ofusca pelas luzes da sua ribalta planetária. Lola, não precisa de efeitos especiais extravagantes, nem de guionistas pagos a peso de ouro para ser um grande filme. Bastou a Brillante Mendonza uma câmara, para seguir duas avós no seu país natal. Para além de ser tocante, a simplicidade e o realismo de Lola tornam esta obra do cinema filipino, um grande film...

Promessas levas-as o vento

Este Eastern Promises prometia ser um grande filme. Bom elenco, bom realizador eram duas excelentes premissas. A parte inicial do filme, de facto, confirmou essas expectativas. Um arranque violento, uma trama que prometia, com a máfia russa metida ao barulho. Mas, com o passar dos minutos, o filme foi-se transformando num pastelão com pouco interesse. Nem há-que apontar muito as culpas aos atores, que na sua maioria estiveram bem. Talvez a prestação mais fraca, tenha sido mesmo a de Naomi Watts. Mas a história, descambou para algo meio chato e quando assim é, pouco há a fazer. È só esperar que o filme acabe.

Quem quer ser um José Mourinho

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Hoje falamos de clássicos. Football Manager 2011 é mais uma versão de uma longa descendência de Football Managers. Já há alguns anos que não me dedicava a este jogo, mas decidi dar uma nova hipotese a esta versão. Há bastantes novidades que deixam os entusiastas deste jogo de água na boca. Podemos conversar com os jogadores e pedir-lhes coisas para melhorar o seu jogo. Os agentes desportivos entram em cena e oferecem-nos jogadores. A visualização do jogo, na versão deste ano, não tem bancadas. Tirando a última, estas alterações vão introduzindo cada vez mais complexidade ao jogo. Por um lado, é bom porque dá mais realismo ao simulador. Eu pessoalmente gosto de coisas mais simples. Mesmo com todas estas alterações, continuo a jogar da mesma forma que o fazia anteriormente, o que só me traz desvantagens. Em jeito de resumo, foi bom recordar os velhos tempos em que passava horas diante do computador a vibrar com os feitos da minha equipa. Mas, com a idade, já não é a mesma emoção de out...

Seca, Mentiras e Video

Sexo, Mentiras e Video é um filme já entradote. Realizado no longinquo ano de 1989, deu a conhecer ao mundo o agora famoso realizador Steven Soderbergh. Este filme divide-se em duas partes bem distintas. A primeira hora é penosa. Mais parece uma novela mexicana, com boazinhas e mázinhas, com inocentes angelicais contra galdérias deslavadas que ainda por cima são irmãs. Já visto, revisto e apresentado da mesma maneira. Só que depois, chega a ultima meia-hora do filme, a aí sim, temos filme. È óbvio que a última meia hora, não teria existido sem o enquadramento da hora inicial, mas bolas era preciso terem feito tão seca? Destaque também para a belissíma Andie Mcdowell, aqui no dealbar da sua carreira. Seguramente que o seu sorriso neste filme terá contribuido para a mesma florescer. Em resumo, temos um terço de bom filme.

Hearts in Atlantis=Paragem cardíaca

Epá, que filme tão mau. Até me faltam as palavras para qualificar a porcaria que é este Hearts in Atlantis . Estão a ver aqueles dramas cujo objetivo é fazer chorar as pedras da calçada? Agora misturem-lhe um bocado de sobrenatural. Resultado. Uma verdadeira estupidez, sem ponta por onde se lhe pegue. Nem vale a pena descrever o filme. Apenas fujam dele, se fazem favor.

As consequências de ver filmes italianos

Este Le conseguenze dell' amore , é no minímo, um filme estranho. Pelo título, pode-se pensar que é mais um filme sobre amor. Mas não é bem assim. O amor também faz parte do filme, mas não será o mais importante. Temos um tipo solitário de poucas falas, que vive num hotel. Grande parte do filme, não sabemos porquê, mas a pouco e pouco os mistérios vão-se resolvendo. Este filme italiano, prima desde logo por uma excelente montagem, facto bastante importante, uma vez que o personagem principal é bastante circunspecto. È devido a isso, que consegue captar a atenção á história, aliada também a uma excelente banda sonora. Recomenda-se. Só mais uma achega. Mete a máfia pelo meio.

Hidalgo, um cavalo muito especial

Quando comecei a ver Hidalgo , a última coisa que me passou pela cabeça era que este filme, se centrasse sobre cavalos. Pois é, mas Hidalgo é mesmo um cavalo. Montado pelo Frank Hopkins, encarnado pr Viggo Mortensen. Hopkins é um mestiço de indios, que se vê envolvido numa corrida de cavalos pelo deserto. Hidalgo bate-se contra os cavalos árabes, os Al-Attal. Pelo meio, os dois envolvem-se em algumas tropelias, como resgatar a filha do sheik, ou salvar um concorrente em apuros. O filme vê-se bem e tem alguns pormenores que valem o esforço. Os árabes, na maior parte do tempo falam árabe entre si e o entorno do deserto dá alguma espetacularidade á fotografia do filme. O cavalo Hidalgo tem também uma boa participação. No entanto, como qualquer filme americano do mainstream, há sempre aquelas lições de moral hipócritas e publicidade encapotada a marcas de revólveres.

Don Juan da treta

Que dizer sobre este Don Juan de Marco? Fraquinho, muito fraquinho. Foi um dos ultimos filmes protagonizados pelo monstro Marlon Brando, mas nem isso lhes valeu. Johnny Depp é um gajo vestido de Don Juan, que se quer suicidar porque não pode ter a mulher que ama. O psiquiatra Marlon Brando, convence o proto Don Juan a não fazê-lo, fazendo-se passar por Don Osvaldo. Depp é assim internado numa clinica psiquiátrica para aferir o seu estado de insanidade, mas enquanto é tratado, desperta em Brando a paixão pela sua esposa há muito tempo desaparecida. Para um filme com tão ilustres presenças é uma verdadeira desilusão. Nem é que a ideia do filme seja má, mas a forma como desenvolveram a história, tornou o filme muito fraquinho. Valeu a música do Brian Adams e do Paco de Lucia.

Miss palhaçada 2

Assim á primeira vista, só há uma coisa que me apraz dizer sobre este Miss Detetive 2 . Epá, que filme da trampa!!! Merda, mas merda do piorio. Há filmes maus, mas este dá mau nome aos filmes maus. È suposto ser uma comédia, mas não tem piada nenhuma. Depois tem um fundo moralista bacocão, de que se dá muita importância á imagem e tretas básicas do mesmo género. Enfim, duas horas de diarreia visual.

A podridão do nosso mundo

A maioria de nós sabe, que houve uma grande crise financeira no ano de 2008, que viria a resultar numa grave crise económica mundial. Mas o que poucos de nós conhecem são as razões, que levaram a essa crise financeira. O documentário Inside Job , procura trazer uma luz sobre este assunto e dar a conhecer os principais responsáveis que deixaram chega a esse estado de coisas. Curiosamente, a maior parte dos mesmos, recusaram-se a prestar declarações para o documentário. Às tantas, estamos a assistir a este Inside Job e ficamos com dor de cabeça. Primeiro, por causa do palavreado financeiro a que tem que recorrer obrigatóriamente. E depois, por causa da podridão que gerou a crise. Isso para mim, é o mais assustador deste filme. È um retrato, duro e cruel, do mundo sem valores em que vivemos. Da ganância desmedida daqueles que dominam o setor financeiro e da complacência dos líderes politicos, que nada fazem perante os crimes cometidos por estes senhores. Uma coisa, no entanto, este Insi...

Um filme muito (Ala)triste

Quiseram os espanhóis fazer um filme épico á hollywood style. Como bons alunos, apostaram numa megaprodução e escolheram um habitué da meca do cinema, para representar o herói principal, papel que esteve a cargo de Viggo Mortensen. Até aqui tudo bem. Só que a história deste tal Alatriste , é como o próprio nome do homem indica, bem triste. O homem, foi só desgraças. Lutou pelos espanhóis e morreu com uma mão atrás e outra á frente. Estava para se casar com a mulher da vida dele, mas o Rei, chegou lá primeiro. O filme consegue ser interessante num aspeto. Ao recriar o ambiente do reino espanhol, no séc. XVII, assim como as cenas de guerra que se passaram na Flandres. Até um português de nome Luis Pereira é personagem do filme, apesar de não ter tido um final muito feliz. Mas tirando isso, a história do tal Alatriste e do protegido dele é uma pessegada do camandro. Como só uma megaprodução histórica o consegue ser.

A canastrona e o paparazzo

É oficial. Soraia Chaves não sabe representar. Mas pronto, é boa comó milho é o que interessa. Neste A Bela e o Paparazzo , Soraia Chaves faz de estrela de novela que se apaixona pelo paparazzi que a fotografava habitualmente. Graças a isso, ela vai aparecer em cenas de sexo durante o filme. Pontos para os produtores, claro. Que a rapariga coitada, não pesca nada de representação. Aliás, este filme vale mais pelas performances dos secundários, do que o casal principal. Os veteranos Virgilio Castelo e Nicolau Breyner, mostram como se faz. Até o estreante Nuno Markl, teve uma performance bem mais brilhante que a Soraia, Mas, pronto, desde que ela continue a mostrar aquele corpinho, tá tudo fine...

Da China com amor

Desta feita, a critica recai sobre um filme que vem de muito longe. 24city é um filme chinês, que, logo á partida é dificil de catalogar num género. Está qualquer coisa entre o documentário ficcionado, passando também pelos monólogos intimistas e também partes narrativas bem reais. 24city fala sobre uma fábrica na cidade de Chengdun, cujo espaço foi destruído para dar lugar a um mega-empreendimento urbanístico. Durante o filme, desfilam testemunhos de antigos operários, que começam desde os mais antigos até a uma filha de uma operária. A maior parte dos mesmos são atores, que relembram os tempos na fábrica, misturados com histórias da sua vida. Ao fim e ao cabo, 24city é um retrato local, que nos dá uma imagem da China moderna e a sua luta entre a modernidade impulsionada pelo estranho capitalismo de estado que a governa, e a China " vermelha ", dos tempos de Mao Tsé-Tsung. È neste ponto, que este filme ganha alguma relevância e que por isso, consegue compensar alguma falt...

Uma cowboyada do camandro

Eu não sou grande fã de westerns. Mas 3:10 to Yuma é um grande filme. Para começar Cristian Bale no papel principal. Será que este gajo só consegue ter grandes interpretações? Este filme é mais uma prova disso. Bale faz de um rancheiro perneta, cujas circunstâncias da história o levam a escoltar o perigoso bandido do Oeste, interpretado de forma magistral por Russel Crowe. Com a companhia de mais alguns personagens secundários, os dois vão estabelecer uma relação de cumplicidade, em que um procura a redenção pelo seu passado violento e más companhias e o outro, ser visto com outros olhos pela sua familia. Mais do que uma história de cowboys é uma história de vidas marcadas por passados pesados mas cujo destino teimou em cruzar caminhos para o bem e para o mal. Claro que, também há pistoladas, mas ao fim e ao cabo são efeitos secundários de um filme com duas grandes personagens.

4400 razões para não ver esta série

Depois de uma primeira temporada tão prometedora, a segunda foi...uma palhaçada. È isso mesmo. Com a possibilidade de tornar esta série, numa série de culto, os criadores da mesma enveredaram pelo caminho da palhaçada. Lançam-se sombras sobre os verdadeiros motivos por trás dos 4400, mas acima de tudo transformou-se esta série, numa salganhada gigantesca de personagens completamente estapafúrdias, cujas histórias parecem dar voltas de 180 graus em cada episódio que passa, como se tivessem a beber um café. A prestação dos atores é pouco mais que confrangedora, tendo reações completamente despropositadas a coisas sem jeito nenhum, mas quando se trata de cenas do caraças é como se nada fosse. Há também uma imitação um bocado barata de heroes, que promete ser ainda mais na terceira temporada. Dos doze episódios, salva-se um. Vão de retro 4400.

4400 razões para ver esta série

Já há algum tempo que estava para ver esta série. A primeira temporada da mesma é muito curta. Apenas 5 episódios. A história é simples. Num fim de tarde de nevoeiro, 4400 seres humanos, dados como desaparecidos, ao longo dos últimos 60 anos, reaparecem junto a um lago. O porquê de tã oestranho fenómeno é desconhecido para todos, incluíndo para as pessoas que reapareceram. Uma dupla de investigadores é encarregada de investigar este mistério e á medida que os episódios vão passando, algumas peças deste intrincado puzzle vão-se encaixando. 4400 tem uma história bastante cativante e á medida que nos vamos embrenhando nos episódios, mais vontade temos de descobrir os segredos de tão grande mistério. A realização é também bastante cuidada, principalmente ao nível dos planos.

O céu caiu-lhes em cima

Sinceramente, nem sei bem o que hei-de dizer deste Skyline . Tem bons efeitos especiais, é certo, mas a história do filme parece-me tão estafada que dizer se gostei ou não, parece-me dificil. Skyline foi mais uma sensação de deja vu. A trama é simples. Extraterrestes vêm até á terra nas suas naves para matar todos os humanos que encontrem á sua frente. Nem precisam de grande esforço. É só apontar uma luzinha azul, que o parvo do humano fica hipnotizado e é sugado para dentro do extraterrestre. As personagens principais, que são cinco ao todo, tentam resistir, encolhidos num apartamento, mas de pouco lhes vale. O final sugere uma sequela. Valha-nos deus, onde é que eu já vi isto?

Viva a revolução libertária

Voltando ao país de Nuestros Hermanos trazemos hoje o filme Libertarias . A trama da pelicula versa sobre um grupo de mulheres, que durante o período da guerra civil espanhola se juntou aos anarquistas para combater as forças fascistas. O retrato, que se faz, da última guerra romântica que existiu no mundo é muito interessante, assim como o ambiente que se vivia em Barcelona em pleno periodo revolucionário, em que os anarquistas tomaram conta da cidade. Esse é aliás o grande ponto a favor deste filme, que funciona mais como documento histórico, sendo esse, a meu ver, o grande objetivo dos produtores, do que uma obra cinemtográfica pura. Aliás, a história do filme, serve mais como suporte ao ambiente de revolução libertária da época. A personagem principal então é extremamente débil. Uma freira que é apanhada no furacão anticlerical e é salva por uma revolucionária, juntando-se então aos esforços de guerra. Para quem gosta de espreitar um pouco de história através do cinema, este filme ...

Um Kafka Kafkiano

Kafka foi realizado no longinquo ano de 1991 por um dos grandes realizadores da atualidade, de seu nome Steven Soderbergh. Desde logo, todo um desafio, fazer um filme cuja personagem central é o pai da literatura fantástica. O resultado final é excelente. A maior parte de Kafka é rodado a preto e branco, havendo apenas uma pequena porção do filme a cores, lá mais para o fim do mesmo. O Kafka imaginado por Soderbergh é o imaginado por mim. Um individuo meio paranóico, solitário, que ás tantas se vê envolvido numa trama, que mais parece saída de um dos seus livros. Há neste filme, uma obra do escritor omnipresente. O inacabado e exasperante, O Castelo funciona como uma sombra durante todo o filme. Tal como no livro, Kafka quer entrar no Castelo, de maneira a esclarecer as circunstâncias da morte de um seu amigo. Durante o processo, vai descobrir que o seu colega e amigo tem outras facetas desconhecidas do escritor. Vejam, que vale a pena.

Finding a never movie

Finding Neverland é um filme que retrata a história por trás da história de Peter Pan. Conta com um naipe de excelentes atores, sobressaíndo desde logo Johny Depp, Kate Winslet e Dustin Hoffman. Na minha opinião é graças a essas vedetas mediáticas que o filme teve alguma porjecção. Não é que a história até não seja interessante, porque é, nem é por causa das representações, porque também são boas. Mas a sensação que se tem, ao ver este filme é de que falta alguma coisa, um rasgo de magia, que facilmente poderia ter sido adicionado. È certo que as personagens pertencem a uma Inglaterra formal e assim as emoções são muito contidas. Mas, as estórias do filme, davam azo a um bocado mais de chispa. È por esse motivo, que acho o filme uma desilusão. Finding Neverland até tinha potencial para ser algo mais, mas acabou por se tornar um bocado fraquinho.

Jogo pouco limpo

Jogo Limpo é um daqueles filmes que passam pelas salas de cinema, sem que ninguém saiba, mas cuja história, real, nos diz muito sobre o estado de coisas do mundo atual. Protagonizado por dois atores da melhor cepa hollywoodesca, Sean Penn e Naomi Watts, Jogo Limpo conta a história da agente da CIA, Valerie Plame, cuja identidade foi revelada pela Casa Branca. Valerie, interpretada magistralmente por Naomi Watts, vê a sua identidade revelada ao publico, depois do seu marido, Joe Wilson, ter revelado, que uma das pistas revelada pelo Presidente norteamericano sobre as armas de destruição massiva, ser falsa. O filme revela todas as maquinações perpetradas pelo gabinete da Vice-Presidência, para justificar uma mentira perante a opinião pública, que posteriormente levaria á guerra no Iraque. Revela também a conivência da CIA perante tal mentira. Jogo Limpo não é um filme excecional per si . No entanto, a importância da história que é retratada, deveria ser de visionamento obrigatório. ...

O psicopata cozinheiro

A cinematografia brasileira tem o condão de, volta e meia nos surpreender. A semente de violência que grassa por toda a sociedade, permite aos realizadores brasileiros ir beber á sua própria realidade, as histórias que vão filmar. Comida, putas, crime, prisão. São estes os quatro lados deste supreendente filme. Estômago tem como figura central, um paraíba chamado Raimundo Nonando. A história centra-se em duas realidades desfasadas no tempo. Raimundo acabado de chegar á cidade e Raimundo na prisão. As duas linhas temporais entrecruzam-se no filme e á medida que o mesmo timido e introvertido paraíba se vai transformando, mais Estômago nos consegue cativar. Na prisão, as asneiras rolam como melões, enquanto Raimundo vai conquistanto os seus colegas de cela com os cozinhados e vai subindo na hierarquia dos beliches. Na rua, Raimundo vai aperfeiçoando o seu ofício de cozinheiro e apaixona-se por uma mulher da vida. Misturar crime com comida pode ser um pecado capital. Em Estômago é simp...

A idiotocracia

Idiocracy é uma daquelas comédias leves, que se vê com agrado em momentos de indolência. Primeiro, porque é curtinha, dura menos de uma hora e meia. E segundo, porque, como uma boa comédia, faz rir. Antes de mais nada, a ideia é genial. È suposto pensarmos, que, á medida, que os séculos vão passando, o ser humano, vai ficando cada vez mais inteligente. Em Idiocracy , acontece exatamente o oposto. No ano de 2505, somos que nem calhaus, em que chegamos ao ponto de regarmos os campos com bebidas energéticas. O personagem principal é um soldado que foi usado como cobaia numa experiência de hibernação que era para durar apenas um ano, mas acabou por durar 500. E quando acorda, acorda no mundo da estupidez. Apesar de ser uma comédia, o filme tem traços de profético. Bem, vejam, que vale umas boas risadas.

O Jogo dos engatatões

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Quem não gostava de se tornar num mestre na arte de seduzir o sexo oposto? Foi nesse mundo, que Neil Strauss se embrenhou para se tornar num Às da Sedução. Todo o livro, conta a história do percurso que Neil Strauss tomou, desde um praticamente virgem escritor até um experiente e bem sucedido sedutor de mulheres. Para isso, Strauss foi beber a sabedoria de alguns dos mais consagrados Mestres da Sedução atual, como são Mistery e Ross Jeffries. A sabedoria inclui truques de magia, hipnose, leituras de palmas da mão, negs, enfim, um sem número de giría especifíca deste mundo, que um aspirante a sedutor tem que dominar, de maneira a ter sucesso. São cerca de 450 páginas que se lêm de um trago, em que Neil Strauss, vulgo Style se envolve neste mundo de supostos ases da sedução, mas cuja maioria são pessoas que não têm namorada e vivem em casa dos pais. Conhecemos assim , o verdadeiro paradoxo destes sedutores, que conseguem, através de artimanhas devidamente elaboradas e processos semi-com...

O guarda que virou prisioneiro

Para provar que de nuestros hermanos não vêm nem bons ventos nem bons casamentos, este Cela 211 , vem contradizer um bocado tão malfadado provérbio popular. Este filme não é uma daquelas obras de prisões clássicas onde alguém tenta fugir através de um túnel escavado com uma colher. O pressuposto da pelicula, inverte os papeis do guarda, que, sem o mesmo querer, é obrigado a passar por prisioneiro para sobreviver. Isto, porque no primeiro dia em que se apresentou ao serviço, é apanhado, no meio de um motim. Durante o mesmo, o pseudoprisioneiro toma as rédeas de liderar a rebelião da cárcere, em conluio com a melhor personagem deste filme, o fantástico Malamadre, que pode ser considerado uma mistura de assassino a sangue frio com líder sindical. Além desta intrincada intriga, juntam-se três reféns da ETA, que servem como garantia para que o governo cumpra as exigências dos amotinados. Foi aliás, a primeira vez na minha vida, que ouvi falar basco, experiência que não aconselho a ninguém....

Uma questão de nervos...hilariante

È sabido que Robert de Niro, nunca foi muito de fazer comédias. Nesta Uma Questão de Nervos , o talentoso ator norteamericano prova que também o sabe fazer tão bem como os melhores cómicos da atualidade. De Niro é um chefe mafioso, que passa por uma fase de descontrolo emocional. Desesperado, recorre aos serviços de um psiquiatra, interpretado por Billy Cristal, também ele em grande forma, mas claro, num terreno que bem conhece. Não há muito a dizer sobre este filme e o mesmo resume-se em apenas uma palavra. Hilariante.

Aquele razoável mês de Agosto

Tão poucas vezes tenho a oportunidade de criticar um filme português. Neste blog vai então uma estreia. O filme Aquele Querido Mês de Agosto , passou pelas salas de cinema portuguesas, como a maioria dos filmes lusos, como uma brisa suave. A verdade é que este filme, realizado por Miguel Gomes teve algum reconhecimento além-fronteiras, tendo inclusive ganho um importante prémio num festival. A pelicula tem duas partes distintas. Na primeira, procura-se, entre pessoas reais da zona de Oliveira do Hospital, Arganil e Góis, quem possa protagonizar a história ficticia, que vai desenrolar-se na segunda parte do filme. Ou seja, tem uma parte tipo documentário e outra de ficção. Original, não é verdade? Apesar do pressuposto inovador, há alguns pontos a considerar. Desde logo, o tempo. Quase duas horas e meia, tendo por banda sonora musica ligeira portuguesa cansa um bocado. A parte do documentário está muito grande e passados vinte minutos já estamos a apanhar um bocado de seca. Na parte ...

Em 2001 não eramos assim tão á frente

Confesso que nunca fui grande fã do senhor kubrick. Já vi alguns filmes dele e são, de uma forma geral esquisitos no mau sentido. E paradões também. Este 2001, Odisseia no Espaço , é um clássico do cinema. Quando era miúdo, lembro-me da minha mãe, estar a ver este filme na sala e eu ouvir a trilha sonora que acompanha o monolito e borrar-me todo de medo e desejar que aquele som dos infernos acabasse. Talvez por isso, sempre tive muita renitência em ver este filme. Já um homem feito, decidi-me ontem a dar mais um oportunidade ao Stanley. Há algo que não se pode escamotear. O filme, para o ano em que foi produzido é muito á frente do seu tempo. Todo ele, é de um arrojo visual a toda a prova e os efeitos especiais são tremendos. A banda sonora, com grande destaque para o magnifico Danúbio Azul de Strauss, encaixa que nem uma luva, fazendo-nos esquecer os longos momentos de contemplação espacial que o filme mostra. Tirando a paradice, que Kubrick sempre sofreu, o filme aguenta-se até á ...

Viam-se gregos para sair de casa

Canino é um filme ao mesmo tempo supreendente e perturbante. Eu considero isso positivo. Começa desde logo, de onde o filme veio. È uma película grega, onde toda a gente fala grego. Isso vai estranhar nos primeiros minutos do filme, pois vai dar a sensação que todos os gregos representam a declamar. Mas, Canino , vai-se entranhando aos poucos, á medida, que começamos a compreender a história do filme. Temos uma familia. Um casal e três filhos crescidos. Os comportamentos dos filhos, fazem-nos lembrar atrasados mentais. Mas não são. Pura e simplesmente, já adultos maduros, nunca saíram além dos portões de casa. O único que o faz, é o pai, que trata a familia como se fossem cães, recompensando-os quando fazem coisas boas e batendo-lhes violentamente quando ser portam mal. Muitas cenas do filme passam por aí, humanos a comportarem-se como animais de estimação. É quando nos apercebemos disto, que o filme nos atinge como uma bátega de água e impede-nos de ficarmos indiferentes. À medida ...

Paris, Texas e o amor

Já há muito que estava para ver um filme do Wim Wenders. Este alemão, é um daqueles realizadores de culto, cujos filmes são dirigidos para um nicho de intelectuais cinematográficos. Confesso, que por vezes, tenho medo de apanhar grandes secas a ver filmes desses realizadores. Este não foi o caso. A primeira hora do filme é meio parada, porque a personagem principal passa mais de vinte minutos sem abrir a boca. Só a partir da segunda hora é que o filme se torna interessante. È nesta altura que a belissima Natassja Kinsky entra em cena e que a história principal da pelicula se desenvolve definitivamente e nos consegue captar a atenção. O filme tem também uma fotografia muito bem trabalhado, ao que ajuda muito, de parte do mesmo ser rodado no deserto. Por fim, é importante informar que esta obra ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1984.

A biblia da...desilusão

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A Biblia da Sedução , de Alex Hilgert é mais um livro que tenta ensinar os homens contemporâneos no dificil jogo da conquista amorosa. No entanto, o livro divaga por muitos outros temas, que roçam a metafisica e as medicinas alternativas, e que, a meu ver, pouco tem a ver com a sedução e conquista, propriamente dita. De facto, o livro tem pouco ligação entre os vários capítulos, parecendo mais um amontoado errático, onde ora se fala de pontos energéticos e cromoterapia, como a seguir se aborda os cuidados a ter num encontro a dois. Ou seja, muita informação inútil e pouco verificável e pouca ou nenhuma ajuda para o homem perdido nos ardilosos trilhos da solidão.

Cuidado...Vêm aí os poligamistas

No mar de séries em que navegamos hoje em dia, em que umas são cópias de outras que fazem sucesso, esta, oa menos prima pela originalidade. Big Love, fala sobre a poligamia e o mundo que a rodeia. Por esse facto, a ação decorre no estado mormom de Utah, cujos pioneiros praticavam esta forma de organização familiar. Bill, o patriarca da familia e mais as suas três esposas são o centro do furacão em redor do qual são sugadas todas as outras personagens. Como a poligamia é proibida por lei, Bill e as suas três mulheres têm que disfarçar o seu estatuto, assim como os filhos do casal. Nesta segunda temporada, Bill vai-se envolver, por causa da compra de uma empresa, com uns personagens sinistros chamados Greenes. Estes por sua vez não curtem nada a familia dos Grants, que são por assim dizer os chefes dos polígamos. Surge também uma eslava, que se perfilha como a quarta esposa-irmã da familia e os filhos mais velhos de Bill vêm-se emparedados entre as crenças da familia e a pressão exterior...

A febre...da chachada

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Que dizer de um livro, em que se demora quase um mês para ler as 200 páginas que o compõem. È fácil. Uma verdadeira pessegada. O estilo do autor é basicamente descrever nada a acontecer, com uma linguagem cuidada é certo, a puxar para o intelectualismo agudo, mas as ações narrativas são gajos a andar, florestas quietas, putos crâneos a brincar em caixas de areia e outras paradices do género. São nove contos, qual deles o mais seca. Só há uma coisa boa neste livro. O fim.

Um assalto pouco convencional

Spike Lee, o célebre realizador negro novaiorquino traz-nos uma história no minino interessante. Um banco é assaltado. Até aqui nada de novo. Mas no fim, não levam dinheiro nenhum e o assaltante principal, Clive Owen sai pela porta principal, passado uma semana. Os restantes assaltantes saem misturados com os reféns. O que é que levaram então os ladrões? A história do filme está bem engendrada. Ainda por cima, é suportada por atores de primeira apanha, como são o caso de Denzel Washington, Jodie Foster e Clive Owen, já para não falar de Willem Dafoe. A música do genérico inicial é fantástica, deixando-nos logo, no inicio do filme, com boa impressão para o resto do mesmo. Finalmente, Spike Lee, junta personagens de vários países e raças, que habitam a Torre de Babel, chamada Nova Iorque. Até uma albanesa, toda boa nos dá o prazer de aparecer.

A Nova Ordem Mundial Desmascarada

Há quem diga que a Nova Ordem Mundial é uma teoria da conspiração perpetrada por malucos que não tem mais nada para fazer na vida do que inventar estas maluquices. Vendo este documentário, devidamente apoiado por declarações públicas de inúmeras personalidades que marcaram a nossa história, temos a ideia, que se calhar, não é bem assim e que de facto, esta Nova Ordem Mundial é um plano que está em execução há já algum tempo. Apesar de ter cerca de duas horas e meia, o documentário não cansa. Ficamos é completamente exaustos, no final de o ver, da quantidade de mentiras e manipulações, que nós, cidadãos comuns estamos sujeitos. Se apenas metade do que é descrito no documentário tiver algum fundo de verdade, era caso para marcharmos já para a Revolução. Quem quiser aprender alguma coisa, sobre a verdade escondida por detrás das supostas verdades que nos são dadas á colherada pelos media, tem que ver este Invisible Empire, The New World Order. Pode ser que depois não seja tão tanso...Aind...

Um filme não muito Gigante

Nem só de filmes vindos da meca do cinema, Hollywood, pode um gajo sobreviver. De vez em quando, tem que piscar o olho, a sétimas artes vindas de outras paragens, por mais exóticas que as mesmas sejam. O filme Gigante veio do Uruguai e posso dizer, com toda a certeza, que não foi tempo totalmente perdido. Farto das estafadas comédias românticas americanas, este filme traz outro olhar sobre o tantas vezes abordado tema do amor. Jarita, um homem de dimensões consideráveis( daí o nome do filme, Gigante ), vive uma vida de trabalhador noturno, com segurança num hipermercado. Com poucas ou nenhumas esperanças na vida, além de sobreviver, a sua vida bocejante, ganha cor quando se apaixona por uma empregada de limpeza, que observa ao longe no seu cubículo transformado em Big Brother. A partir daí Jarita, começa a seguir a mulher e a conhecer a sua vida, sem nunca a abordar, mulher essa que permanece um mistério para o espetador, pois dela, só a conhecemos pela visão de Jarita, sendo que a mis...

O Cisne Dourado

Este seria um daqueles filmes de que, tanto ouvir falar dele, por estar nomeado para os óscares, podíamos ficar com a sensação de ser um flop, quando efetivamente o víssemos. O que é certo é que tal, não aconteceu. O filme é, de facto extraordinário e, como diz toda a crítica, Natalie Portman está fantástica. Mas não só, a atriz principal, todas as restantes personagens, bastante secundárias em relação á história do filme, são também muito boas, contribuíndo, cada uma á sua maneira, para o caminho em direção á insanidade de Natalie Portman. Devo confessar que nunca fui grande fã deste realizador, apesar de ser considerado por muitos um diretor de culto. Mas este filme é verdadeiramente bom, mesmo tratando de um tema tão restrito como o bailado. Claro que, o bailado é apenas um pretexto, para encobrir o verdadeiro métier da película. A fragilidade do espírito humano e os caminhos que o levam á loucura.

Ò Mulder não chores pá

O episódio primeiro da quarta temporada dos Ficheiros Secretos deslinda a história que tinha ficado em suspenso no final da terceira temporada. Lá anda o pobre do Mulder, em bolandas á procura da verdade o que o vai levar para uma quinta desterrada, cheia de abelhas, onde o homem que o acompanha, um tal de Jeremiah Smith, lhe disse que estava a su irmã. Entretanto a Scully fica por casa a investigar uma série de números, enquanto a mãe do Mulder, está feita um vegetal. Quanto ao informador preto, não sabe a sorte que lhe espera...È só mais um trepidante episódio de uma excelente série, que por isso mesmo, se tornou de culto.

Body of lies

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Leonardo di Caprio e Russel Crowe fazem uma dupla de agentes da CIA, que tem como objetivo captar uns malvados terroristas que andam a pôr bombas pela Europa. Di Caprio é o homem do terreno, que se corta e é torturado e joga ao gato e ao rato com os Serviços Secretos Jordanos, enquanto que Crowe, anda tranquilamente por Washington, com um Kit mãos livres a ditar a estratégia antiterrorista. Um filme bastante interessante, com um enredo que puxa a atenção do espectador, apesar da história, por vezes não ser fácil de acompanhar, facto que acaba por ser normal, tratando-se de um filme de espiões dos tempos modernos. Apenas um reparo. Quando as personagens árabes começavam a falar árabe, passado dois ou três diálogos, já estavam a falar inglês umas com as outras. Como diz o outro, não havia nexexidade.

Fela, Fela, Fela e mais que houvesse

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Fela Kuti, artista reconhecidíssimo no mundo da World Music tem neste trabalho, Fela, Fela, Fela, o seu primeiro album lançado ao público. No mesmo ano em que o homem pisava solo lunar pela primeira vez, 1969, o som de Fela Kuti era difundido pelo éter, dando assim a conhecer ao mundo o pai do Afrobeat. Desenganem-se aqueles que pensam que vão ouvir elaborados sons vocais. Este álbum transmite-nos imediatamente uma sonoridade muito parecida a uma orquestra, ou big band, mas juntando-lhe o contagiante ritmo dos sons africanos. Os instrumentos de sopro são reis, em Fela, Fela, Fela, mas a adicionar a estes instrumentos típicos de orquestras, temos os jambés e uma percurssão contagiante, que dão ainda mais poder ás cuidadas notas debitadas pelas caixas toráxicas dos músicos que acompanham Fela Kuti. O trompetista, com incursões solistas em algumas músicas do álbum é genial e a música em que mais se usa os vocais, não é mais que uma ode á Nigéria. Resumindo e concluíndo, muito bom.

Eat, Pray, Love...ye

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Surpresa das surpresas, este é sem dúvida alguma um bom filme. Julia Roberts atravessa uma crise existencial potenciada pelo vazio dos seus relacionamentos amorosos e embarca numa aventura por Itália, India e Bali para encontrar o equilibrio na sua vida. À primeira vista, poderia parecer daqueles filmes onde se dá a resposta para a existência, hollywood style, mas acaba por ser muito mais do que isso. Este filme é acima de tudo uma experiência para os sentidos. Excelente banda sonora, perfeitamente enquadrada pelos diversos sitíos onde a história decorre. Bem como a diversidade das paisagens que dá bastante cor e ritmo ao filme. A surpresa final está nas personagens do próprio filme. Desde as novaiorquinas, até ás balinesas, todas elas são brutais e transmitem uma dose de autenticidade supreendente á história. Acima de tudo, é um filme, ao contrário da maioria que passa pelos ecrãs de cinema nos nossos dias, que nos deixa alguma fé na humanidade, fé essa que não é de todo exagerada pel...