Chefes talvez não, mas dão bons gerentes admnistrativos
Depois de uma seca de vários anos sem ir à Queima das Fitas de Coimbra, eis senão quando a música me força a regressar aquele antro de jovens embriagados, que vagueiam sem rumo tentando se desviar das poças que nos últimos dias foram criadas pela intensa chuva que assolou a cidade.( Eu fui uma das vitimas dessas infames poças ) Os Kaiser Chiefs, banda que esteve em voga há uns anos na cena pop rock internacional, aterraram em Coimbra e deram um concerto bastante honesto. Começaram logo com dois dos temas mais conhecidos, o que me fez recear, pelo resto do concerto. De facto, o mesmo andou ali a marinar um bocado, de tal forma que me obrigou a furar por entre o grosso da multidão, ( que não era muito espesso, felizmente), para ir buscar uma cerveja. Estava eu nestes preparos, quando dos altifalantes, começa a soar Ruby, e digamos que foi o rastilho ideal para incendiar as hostes e fazerem um resto de concerto bastante bom. Se a nível musical não são propriamente entusiasmantes, ( com exceção do baterista ), tem um som razoável, com músicas bem trabalhadas, sendo que as melhores são aquelas que fogem mais para o punk e para o indie. Um grande plus desta banda, é a interação do vocalista com o público. Aí, de facto, o gajo arrasa por completo, sempre a puxar, o que cria uma atmosfera de proximidade e torna um concerto dos Kaiser Chiefs um acontecimento que se aconselha.
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