As aventuras de Marco Polo na terra dos Khans

Demorei algum tempo, mas com algum custo lá consegui ver as duas temporadas que compõem a série Marco Polo, do Netflix. E que dizer sobre ela? Uma pessoa fica com um sabor agridoce, ainda para mais tratando-se de uma superprodução. Mas, ao terminar o seu visionamento, percebe-se porque a mesma foi cancelada, mesmo com a narrativa a ter ficado completamente em aberto.
  A história é extremamente interessante e centra-se no período áureo do Império Mongol, liderado pelo anafado e rosáceo, Kublai Khan. Marco Polo é abandonado pelo seu pai na corte do Khan dos Khans, e vai a pouco e pouco se integrar nos costumes e vivências da mesma. Apesar de dar nome á série, a personagem de Marco Polo é uma de muitas que pulula nesta mega-produção, sem se destacar como a figura principal da mesma. A trama é composta por conspirações, golpes palacianos, lutas de poder e ações extremamente reprováveis. Os atores, na sua generalidade são fraquissimos, o que empobreceu claramente a qualidade das personagens desta série. Mesmo sendo algo secundário, o monge taoísta, Sifu Cem Olhos, é de longe, a personagem mais interessante, protagonizando as melhores cenas de artes marciais, de toda a série. Alguns problemas na montagem, com cenas incoerentes no meio de alguns episódios não abona em favor da mesma.
  Destaco pela positiva, aquilo que me fez ver esta produção, que foi a recriação histórica do período de apogeu Mongol e da sua cultura, e penso que aí, graças aos meios utilizados, esta série, constitui uma mais valia, que me deu alento para vê-la até ao fim.


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