O guarda que virou prisioneiro
Para provar que de nuestros hermanos não vêm nem bons ventos nem bons casamentos, este Cela 211 , vem contradizer um bocado tão malfadado provérbio popular. Este filme não é uma daquelas obras de prisões clássicas onde alguém tenta fugir através de um túnel escavado com uma colher. O pressuposto da pelicula, inverte os papeis do guarda, que, sem o mesmo querer, é obrigado a passar por prisioneiro para sobreviver. Isto, porque no primeiro dia em que se apresentou ao serviço, é apanhado, no meio de um motim. Durante o mesmo, o pseudoprisioneiro toma as rédeas de liderar a rebelião da cárcere, em conluio com a melhor personagem deste filme, o fantástico Malamadre, que pode ser considerado uma mistura de assassino a sangue frio com líder sindical. Além desta intrincada intriga, juntam-se três reféns da ETA, que servem como garantia para que o governo cumpra as exigências dos amotinados. Foi aliás, a primeira vez na minha vida, que ouvi falar basco, experiência que não aconselho a ninguém....