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A mostrar mensagens de fevereiro, 2011

O guarda que virou prisioneiro

Para provar que de nuestros hermanos não vêm nem bons ventos nem bons casamentos, este Cela 211 , vem contradizer um bocado tão malfadado provérbio popular. Este filme não é uma daquelas obras de prisões clássicas onde alguém tenta fugir através de um túnel escavado com uma colher. O pressuposto da pelicula, inverte os papeis do guarda, que, sem o mesmo querer, é obrigado a passar por prisioneiro para sobreviver. Isto, porque no primeiro dia em que se apresentou ao serviço, é apanhado, no meio de um motim. Durante o mesmo, o pseudoprisioneiro toma as rédeas de liderar a rebelião da cárcere, em conluio com a melhor personagem deste filme, o fantástico Malamadre, que pode ser considerado uma mistura de assassino a sangue frio com líder sindical. Além desta intrincada intriga, juntam-se três reféns da ETA, que servem como garantia para que o governo cumpra as exigências dos amotinados. Foi aliás, a primeira vez na minha vida, que ouvi falar basco, experiência que não aconselho a ninguém....

Uma questão de nervos...hilariante

È sabido que Robert de Niro, nunca foi muito de fazer comédias. Nesta Uma Questão de Nervos , o talentoso ator norteamericano prova que também o sabe fazer tão bem como os melhores cómicos da atualidade. De Niro é um chefe mafioso, que passa por uma fase de descontrolo emocional. Desesperado, recorre aos serviços de um psiquiatra, interpretado por Billy Cristal, também ele em grande forma, mas claro, num terreno que bem conhece. Não há muito a dizer sobre este filme e o mesmo resume-se em apenas uma palavra. Hilariante.

Aquele razoável mês de Agosto

Tão poucas vezes tenho a oportunidade de criticar um filme português. Neste blog vai então uma estreia. O filme Aquele Querido Mês de Agosto , passou pelas salas de cinema portuguesas, como a maioria dos filmes lusos, como uma brisa suave. A verdade é que este filme, realizado por Miguel Gomes teve algum reconhecimento além-fronteiras, tendo inclusive ganho um importante prémio num festival. A pelicula tem duas partes distintas. Na primeira, procura-se, entre pessoas reais da zona de Oliveira do Hospital, Arganil e Góis, quem possa protagonizar a história ficticia, que vai desenrolar-se na segunda parte do filme. Ou seja, tem uma parte tipo documentário e outra de ficção. Original, não é verdade? Apesar do pressuposto inovador, há alguns pontos a considerar. Desde logo, o tempo. Quase duas horas e meia, tendo por banda sonora musica ligeira portuguesa cansa um bocado. A parte do documentário está muito grande e passados vinte minutos já estamos a apanhar um bocado de seca. Na parte ...

Em 2001 não eramos assim tão á frente

Confesso que nunca fui grande fã do senhor kubrick. Já vi alguns filmes dele e são, de uma forma geral esquisitos no mau sentido. E paradões também. Este 2001, Odisseia no Espaço , é um clássico do cinema. Quando era miúdo, lembro-me da minha mãe, estar a ver este filme na sala e eu ouvir a trilha sonora que acompanha o monolito e borrar-me todo de medo e desejar que aquele som dos infernos acabasse. Talvez por isso, sempre tive muita renitência em ver este filme. Já um homem feito, decidi-me ontem a dar mais um oportunidade ao Stanley. Há algo que não se pode escamotear. O filme, para o ano em que foi produzido é muito á frente do seu tempo. Todo ele, é de um arrojo visual a toda a prova e os efeitos especiais são tremendos. A banda sonora, com grande destaque para o magnifico Danúbio Azul de Strauss, encaixa que nem uma luva, fazendo-nos esquecer os longos momentos de contemplação espacial que o filme mostra. Tirando a paradice, que Kubrick sempre sofreu, o filme aguenta-se até á ...

Viam-se gregos para sair de casa

Canino é um filme ao mesmo tempo supreendente e perturbante. Eu considero isso positivo. Começa desde logo, de onde o filme veio. È uma película grega, onde toda a gente fala grego. Isso vai estranhar nos primeiros minutos do filme, pois vai dar a sensação que todos os gregos representam a declamar. Mas, Canino , vai-se entranhando aos poucos, á medida, que começamos a compreender a história do filme. Temos uma familia. Um casal e três filhos crescidos. Os comportamentos dos filhos, fazem-nos lembrar atrasados mentais. Mas não são. Pura e simplesmente, já adultos maduros, nunca saíram além dos portões de casa. O único que o faz, é o pai, que trata a familia como se fossem cães, recompensando-os quando fazem coisas boas e batendo-lhes violentamente quando ser portam mal. Muitas cenas do filme passam por aí, humanos a comportarem-se como animais de estimação. É quando nos apercebemos disto, que o filme nos atinge como uma bátega de água e impede-nos de ficarmos indiferentes. À medida ...

Paris, Texas e o amor

Já há muito que estava para ver um filme do Wim Wenders. Este alemão, é um daqueles realizadores de culto, cujos filmes são dirigidos para um nicho de intelectuais cinematográficos. Confesso, que por vezes, tenho medo de apanhar grandes secas a ver filmes desses realizadores. Este não foi o caso. A primeira hora do filme é meio parada, porque a personagem principal passa mais de vinte minutos sem abrir a boca. Só a partir da segunda hora é que o filme se torna interessante. È nesta altura que a belissima Natassja Kinsky entra em cena e que a história principal da pelicula se desenvolve definitivamente e nos consegue captar a atenção. O filme tem também uma fotografia muito bem trabalhado, ao que ajuda muito, de parte do mesmo ser rodado no deserto. Por fim, é importante informar que esta obra ganhou a Palma de Ouro em Cannes em 1984.

A biblia da...desilusão

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A Biblia da Sedução , de Alex Hilgert é mais um livro que tenta ensinar os homens contemporâneos no dificil jogo da conquista amorosa. No entanto, o livro divaga por muitos outros temas, que roçam a metafisica e as medicinas alternativas, e que, a meu ver, pouco tem a ver com a sedução e conquista, propriamente dita. De facto, o livro tem pouco ligação entre os vários capítulos, parecendo mais um amontoado errático, onde ora se fala de pontos energéticos e cromoterapia, como a seguir se aborda os cuidados a ter num encontro a dois. Ou seja, muita informação inútil e pouco verificável e pouca ou nenhuma ajuda para o homem perdido nos ardilosos trilhos da solidão.

Cuidado...Vêm aí os poligamistas

No mar de séries em que navegamos hoje em dia, em que umas são cópias de outras que fazem sucesso, esta, oa menos prima pela originalidade. Big Love, fala sobre a poligamia e o mundo que a rodeia. Por esse facto, a ação decorre no estado mormom de Utah, cujos pioneiros praticavam esta forma de organização familiar. Bill, o patriarca da familia e mais as suas três esposas são o centro do furacão em redor do qual são sugadas todas as outras personagens. Como a poligamia é proibida por lei, Bill e as suas três mulheres têm que disfarçar o seu estatuto, assim como os filhos do casal. Nesta segunda temporada, Bill vai-se envolver, por causa da compra de uma empresa, com uns personagens sinistros chamados Greenes. Estes por sua vez não curtem nada a familia dos Grants, que são por assim dizer os chefes dos polígamos. Surge também uma eslava, que se perfilha como a quarta esposa-irmã da familia e os filhos mais velhos de Bill vêm-se emparedados entre as crenças da familia e a pressão exterior...

A febre...da chachada

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Que dizer de um livro, em que se demora quase um mês para ler as 200 páginas que o compõem. È fácil. Uma verdadeira pessegada. O estilo do autor é basicamente descrever nada a acontecer, com uma linguagem cuidada é certo, a puxar para o intelectualismo agudo, mas as ações narrativas são gajos a andar, florestas quietas, putos crâneos a brincar em caixas de areia e outras paradices do género. São nove contos, qual deles o mais seca. Só há uma coisa boa neste livro. O fim.

Um assalto pouco convencional

Spike Lee, o célebre realizador negro novaiorquino traz-nos uma história no minino interessante. Um banco é assaltado. Até aqui nada de novo. Mas no fim, não levam dinheiro nenhum e o assaltante principal, Clive Owen sai pela porta principal, passado uma semana. Os restantes assaltantes saem misturados com os reféns. O que é que levaram então os ladrões? A história do filme está bem engendrada. Ainda por cima, é suportada por atores de primeira apanha, como são o caso de Denzel Washington, Jodie Foster e Clive Owen, já para não falar de Willem Dafoe. A música do genérico inicial é fantástica, deixando-nos logo, no inicio do filme, com boa impressão para o resto do mesmo. Finalmente, Spike Lee, junta personagens de vários países e raças, que habitam a Torre de Babel, chamada Nova Iorque. Até uma albanesa, toda boa nos dá o prazer de aparecer.

A Nova Ordem Mundial Desmascarada

Há quem diga que a Nova Ordem Mundial é uma teoria da conspiração perpetrada por malucos que não tem mais nada para fazer na vida do que inventar estas maluquices. Vendo este documentário, devidamente apoiado por declarações públicas de inúmeras personalidades que marcaram a nossa história, temos a ideia, que se calhar, não é bem assim e que de facto, esta Nova Ordem Mundial é um plano que está em execução há já algum tempo. Apesar de ter cerca de duas horas e meia, o documentário não cansa. Ficamos é completamente exaustos, no final de o ver, da quantidade de mentiras e manipulações, que nós, cidadãos comuns estamos sujeitos. Se apenas metade do que é descrito no documentário tiver algum fundo de verdade, era caso para marcharmos já para a Revolução. Quem quiser aprender alguma coisa, sobre a verdade escondida por detrás das supostas verdades que nos são dadas á colherada pelos media, tem que ver este Invisible Empire, The New World Order. Pode ser que depois não seja tão tanso...Aind...

Um filme não muito Gigante

Nem só de filmes vindos da meca do cinema, Hollywood, pode um gajo sobreviver. De vez em quando, tem que piscar o olho, a sétimas artes vindas de outras paragens, por mais exóticas que as mesmas sejam. O filme Gigante veio do Uruguai e posso dizer, com toda a certeza, que não foi tempo totalmente perdido. Farto das estafadas comédias românticas americanas, este filme traz outro olhar sobre o tantas vezes abordado tema do amor. Jarita, um homem de dimensões consideráveis( daí o nome do filme, Gigante ), vive uma vida de trabalhador noturno, com segurança num hipermercado. Com poucas ou nenhumas esperanças na vida, além de sobreviver, a sua vida bocejante, ganha cor quando se apaixona por uma empregada de limpeza, que observa ao longe no seu cubículo transformado em Big Brother. A partir daí Jarita, começa a seguir a mulher e a conhecer a sua vida, sem nunca a abordar, mulher essa que permanece um mistério para o espetador, pois dela, só a conhecemos pela visão de Jarita, sendo que a mis...

O Cisne Dourado

Este seria um daqueles filmes de que, tanto ouvir falar dele, por estar nomeado para os óscares, podíamos ficar com a sensação de ser um flop, quando efetivamente o víssemos. O que é certo é que tal, não aconteceu. O filme é, de facto extraordinário e, como diz toda a crítica, Natalie Portman está fantástica. Mas não só, a atriz principal, todas as restantes personagens, bastante secundárias em relação á história do filme, são também muito boas, contribuíndo, cada uma á sua maneira, para o caminho em direção á insanidade de Natalie Portman. Devo confessar que nunca fui grande fã deste realizador, apesar de ser considerado por muitos um diretor de culto. Mas este filme é verdadeiramente bom, mesmo tratando de um tema tão restrito como o bailado. Claro que, o bailado é apenas um pretexto, para encobrir o verdadeiro métier da película. A fragilidade do espírito humano e os caminhos que o levam á loucura.