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A mostrar mensagens de outubro, 2007

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Um filme bastante surpreendente, que superou largamente as minhas expectativas. O facto de ser baseado um livro do mestre da ficção cientifica, Philip K. Dick é á partida um sinónimo de qualidade, se bem que nem sempre é fácil a transposição de uma grande história para o celulóide. Neste caso, o resultado foi bastante bom, quer na adaptação da história quer nos efeitos especiais. A história é fácil de resumir. Nicolas Cage é um adivinho que consegue vêr o futuro, num espaço temporal de dois minutos. Isto ocorre sempre, menos com a visão daquela que vai ser a sua cara metade neste filme, Jessica Biel. O governo e os maus da fita também estão interessados num pedaço do Nicolas Cage. È com esta salaganhada que se urde uma trama muito bem montada e que cola o espectador ao ecrã até ao fim do filme, que diga-se de passagem, é tudo menos previsivel. Para quem gosta do género, este filme promete tornar-se de culto. Recomendo vivamente.

Dead Combo-Vol I

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São portugueses, apesar da sua musica não remeter imediatamente para isso. Neste Vol I podemos encontrar vários estilos musicais fundidos na interpretação particular deste duo. Todas as faixas são puramente instrumentais tendo como matriz principal os dedilhados calmos da viola, uma percurssão suave e uma seccção de cordas, claramente a fazer lembrar Kronos Quartet, como se pode comprovar na musica Rumbero. Na musica Rua de Chagas podemos ouvir uma guitarra de inspiração flamenga e aqui e ali é possivel descortinar influências do outro lado do Atlântico, com certos laivos de Bossa Nova. A música dos Dead Combo tenta remeter o ouvinte para uma atmosfera etérea, sendo um tipo de música ideal para um concerto intimista, numa sala pequena. Este disco, insere-se claramante na nova corrente de originalidade que tem trespassado a musica portuguesa, notando-se isso em várias faixas de musica crua, com um ligeiro travo medieval, como é exemplo a faixa Radiot. A similaridade das faixas do disc...

Mais uma vez amor

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Este é mais um filme que a aborda a já estafada temática do amor, mas pela particular visão dos brasileiros. Tudo começa com os nossos dois protagonistas na adolescência, numa altura em que perderam ambos a virgindade. A história gira em torno dos 25 anos seguintes das vidas deles e na forma como a paixão entre os dois sempre perdurou, apesar das peripécias e das voltas que a vida de ambos deu. De facto, quem é que não ficaria doido com a Juliana Paes? Só mesmo um mestre Zen. O outro protagonista é um actor brasileiro estranhamente parecido com o Tom Hanks. O filme pega neste tema de uma maneira original, mas não deixa de recorrer aos lugares comuns e aos estereótipos habituais. Há claro, o toque brasileiro, que se nota bastante bem em algumas cenas, que mais parecem saidas de uma novela da Globo. No entanto, só pela Juliana Paes, este filme vale bem a pena.

1408

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Ora aí está um filme que foi uma surpresa pela positiva. Baseado num livro de Stephen King, a história gira em torno de um quarto que se diz amaldiçoado num hotel em Nova Iorque. John Cusack é um escritor sobre fenómenos paranormais e vai investigar a veracidade ou não desse facto. O que o espera é uma viagem alucinante sobre a sua vida passada e todos os traumas emocionais a ela inerente. È sem dúvida, um filme diferente com uma história bastante á frente, que foge dos padrões convencionais que se tem transformado a industria hollywoodesca. Só por isso, vale a pena visionar.

Premonition

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O que fazer se a realidade se alternar? È a esta profunda pergunta que este filme tenta responder. Imagine que um dia acorda e o seu marido está morto e no dia seguinte está vivo e assim sucessivamente? O que é que faria, einh? Enlouquecia seguramente. Ora em, A Sandra Bullock esteve lá perto, mas como é esperta que nem um aipo, apercebeu-se da situação e empreendeu um labor estruturado para impedir o seu marido de morrer. Pode-se dizer que a ideia deste filme é bastante boa e este manipular do tempo já tinha resultado bem em filmes como o Efeito Borboleta e Frequência. Neste, o resultado não foi tão espectacular, caíndo a história em certos clichés da vida em casal. De qualquer forma é um bom filme para fazer correr o tempo numa cinzenta tarde de chuva.

The Good German

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Ora aí está Clooney a brincar aos clássicos. O homem tomou-lhe o gosto pelo preto e branco e já não quer outra coisa. Primeira pista. O Bom alemão não é o Clooney, que faz o papel de americano trouxa. O filme remete-nos para os idos tempos da Segunda Guerra Mundial, passando-se a acção na Berlim ocupada pelos Aliados e Soviéticos. Ao mesmo tempo que Churchill, Estaline e Truman faziam as partilhas no castelo de Potsdam, Cate Blanchett ia espelhando o terror nas ruas destruidas. Uma trama complicada envolve o filme, e todos se vão pôr na mólhada para descobrir um tal de Emil Brandt, que toda a gente já pensava que estava morto. Com uma banda sonora a fazer lembrar os clássicos americanos como o Casablanca, todo o filme pareceu um recriar do glamour da maneira como se faziam filmes nesse periodo, com grandes planos a enfocarem rostos infelizes. È um bom filme para quem gosta deles bem velhinhos sendo que para os restantes foi um fait divers ao espalhafato habitual do cinema dos nossos ...

Astronaut Farmer

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Neste filme, Billy Bob Thornthon, ex- namorado de Angelina Jolie, veste um papel de um rancheiro que tem o excêntrico sonho de ir ao espaço. Obviamente que o homem era engenheiro da NASA e tinha algumas noções de engenharia aerospacial, mas isso não invalida que seja daquelas fantochadas á americana, com um herói. A mensagem do filme é bastante simples. Segue os teus sonhos, independentemente do que os outros te digam. È uma mensagem bonita, mas nem todos se podem dar ao luxo de têr uma mulher que apoia uma fantochada destas e que além disso ainda lhe paga as dividas e lhe dá o dinheiro para tentar outra vez. Assim também eu. destaque para a participação especial de Bruce Willis, num pequeno papel, como amigo do Astronauta rancheiro.