A Verdade e só a verdade

 Há filmes que vivem para o espetáculo, que produzem um sem número de efeitos especiais que nos deixam sem fôlego, mas ao mesmo tempo nos atordoam o cérebro de tal maneira que depois de terminarmos o seu visionamento, ainda ficamos um bom tempo a tentar reativar as células cinzentas na nossa cabeça. E depois, há filmes como Nothing But the Thruth, que são como uma espécie de aula dada de forma bastante interessante e que nos elucida sobre um dos principais pilares da democracia. Os limites da liberdade expressão.
 Um tema tão pesado podia correr o risco de deixar os espetadores a dormir a meio, mas este filme conseguiu elaborar o tema de uma forma tão cuidada que foi impossível ficar indiferente. Parabéns, para todos os atores que estiveram brilhantes. Nunca antes A Kate Beckinsale se tinha revelado perante mim como uma intérprete de mão cheia, como neste filme. Supresa número dois, Vera Farmiga. Quem diria que também ali há uma atriz?
 Se no inicio o trabalho com as câmaras me estava a fazer um bocado de impressão( Planos muito próximos e algo erráticos), no fim, feitas as contas, encaixou na perfeição. O discurso da personagem de Alan Alda no Supremo Tribunal, devia ser ensinado na escola, de tão preciso que foi para retratar o tema. Há alguma lamechice, o que é normal quando uma mãe se vê arredada da companhia do filho, mas até nisso isso, as atrizes tiveram perfeitas. E a revelação da fonte que a Kate estava a proteger é surpreendente. Este é um daqueles filmes tão bons, tão bons, que de facto, é difícil apontar alguma coisa contra. Só há uma coisa a dizer. Vejam.

     

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