Uma cidade nada perdida

Fui até ao cinema ver A Cidade de Perdida de Z, levado pela curiosidade de saber como seria a versão cinematográfica da história de Percy Fawcett, uma assunto que eu tinha investigado á um tempo atrás para uma coisa que estava a escrever. Admito que as minhas expectativas não eram muito altas, devido principalmente á fraca qualidade do cinema hollywoodesco atual.
 Mas, tenho que admitir, o filme é muito bom. Desde logo, houve muito cuidado na sua realização, o que transpareceu claramente no resultado final. As cenas da selva, são bastante intensas, sem haver nenhuma ação de monta, os atores conseguiram transmitir a sensação de dificuldade que deverá ter sido a exploração na selva amazónica nos inícios do séc. XX. Penso que o mais extraordinário deste filme, demarcando-o claramente de outros filmes de aventura, foi a opção de apostar na densidade psicológica das personagens ao invés de carregar a obra, com cenas de aventura duvidosas. Nisso, tanto o realizador, como os atores estão de parabéns, porque fizeram um excelente trabalho. 
  A trama gira em volta do Coronel Percy Fawcett, que durante uma expedição ao Rio Verde, na Amazónia, encontra peças de olaria, convencendo-se de que ali haveria uma civilização avançada desconhecida dos homens. A partir daí ele vai encetar numa demanda para encontrar a suposta cidade perdida, enfrentando as resistências dos seus pares e da sua família, até que finalmente o seu filho mais velho o segue na aventura, embrenhando-se os dois nas profundezas da selva.
 Para finalizar, destaca-se a fotografia deste filme, sublime em todas as paisagens por onde passou, tendo inclusivamente dado uma perninha na Primeira Guerra Mundial. O filme teve tanto cuidado com os detalhes, que o Robert Pattinson até parecia um ator, muito graças à barba que escondia a sua cara.

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