Um filme não muito Gigante

Nem só de filmes vindos da meca do cinema, Hollywood, pode um gajo sobreviver. De vez em quando, tem que piscar o olho, a sétimas artes vindas de outras paragens, por mais exóticas que as mesmas sejam. O filme Gigante veio do Uruguai e posso dizer, com toda a certeza, que não foi tempo totalmente perdido. Farto das estafadas comédias românticas americanas, este filme traz outro olhar sobre o tantas vezes abordado tema do amor. Jarita, um homem de dimensões consideráveis( daí o nome do filme, Gigante ), vive uma vida de trabalhador noturno, com segurança num hipermercado. Com poucas ou nenhumas esperanças na vida, além de sobreviver, a sua vida bocejante, ganha cor quando se apaixona por uma empregada de limpeza, que observa ao longe no seu cubículo transformado em Big Brother. A partir daí Jarita, começa a seguir a mulher e a conhecer a sua vida, sem nunca a abordar, mulher essa que permanece um mistério para o espetador, pois dela, só a conhecemos pela visão de Jarita, sendo que a misteriosa, só a abre a boca no final do filme.

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