Em 2001 não eramos assim tão á frente

Confesso que nunca fui grande fã do senhor kubrick. Já vi alguns filmes dele e são, de uma forma geral esquisitos no mau sentido. E paradões também. Este 2001, Odisseia no Espaço, é um clássico do cinema. Quando era miúdo, lembro-me da minha mãe, estar a ver este filme na sala e eu ouvir a trilha sonora que acompanha o monolito e borrar-me todo de medo e desejar que aquele som dos infernos acabasse. Talvez por isso, sempre tive muita renitência em ver este filme.
Já um homem feito, decidi-me ontem a dar mais um oportunidade ao Stanley. Há algo que não se pode escamotear. O filme, para o ano em que foi produzido é muito á frente do seu tempo. Todo ele, é de um arrojo visual a toda a prova e os efeitos especiais são tremendos. A banda sonora, com grande destaque para o magnifico Danúbio Azul de Strauss, encaixa que nem uma luva, fazendo-nos esquecer os longos momentos de contemplação espacial que o filme mostra. Tirando a paradice, que Kubrick sempre sofreu, o filme aguenta-se até á última parte. Quando David entra em Júpiter, foi como se todas as drogas alucinogénicas que o pessoal abusou nos anos 60 se tivessem reunido nessa parte. Música fantasmagórica, um cocktail de cores e formas erráticas e um final nonsense devem ter sido o resultado do LSD no cérebro de Kubrick, quando imaginou a descida ao planeta Júpiter.

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