Aquele razoável mês de Agosto
Tão poucas vezes tenho a oportunidade de criticar um filme português. Neste blog vai então uma estreia. O filme Aquele Querido Mês de Agosto, passou pelas salas de cinema portuguesas, como a maioria dos filmes lusos, como uma brisa suave. A verdade é que este filme, realizado por Miguel Gomes teve algum reconhecimento além-fronteiras, tendo inclusive ganho um importante prémio num festival.
A pelicula tem duas partes distintas. Na primeira, procura-se, entre pessoas reais da zona de Oliveira do Hospital, Arganil e Góis, quem possa protagonizar a história ficticia, que vai desenrolar-se na segunda parte do filme. Ou seja, tem uma parte tipo documentário e outra de ficção. Original, não é verdade?
Apesar do pressuposto inovador, há alguns pontos a considerar. Desde logo, o tempo. Quase duas horas e meia, tendo por banda sonora musica ligeira portuguesa cansa um bocado. A parte do documentário está muito grande e passados vinte minutos já estamos a apanhar um bocado de seca. Na parte de ficção, deve-se dizer que a maioria dos atores locais têm representações confrangedoras. Salva-se a rapariga, que diga-se tem uma bela voz e consegue tranformar este tipo de musica interessante.
Os mentores do filme, quiserem ir muito pelo experimentalismo, o que é uma boa maneira de diferenciarmos a nossa sétima arte, mas o resultado final é vá, para ser bonzinho...razoável
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