Sofre, Lola, sofre
Quem diria que eu alguma vez na minha vida iria ver um filme filipino? E melhor, iria gostar? Pois é, foi até hoje. De um realizador chamado Brillante Mendonza chega-nos o filme Lola, também ele brilhante. A história gira em torno de duas avós, cujos caminhos se vão cruzar pois uma é a avó do assassino do neto da outra avó. O filme é também um retrato da pobreza de um país esquecido pela comunidade internacional. È neste cenário de escassez, que ambas as avós vão lutar pelos seus netos. Uma pela liberdade e a outra por um funeral condigno. Graças a estes filmes, podemos ver um um mundo desconhecido para nós, um mundo que Hollywood ofusca pelas luzes da sua ribalta planetária. Lola, não precisa de efeitos especiais extravagantes, nem de guionistas pagos a peso de ouro para ser um grande filme. Bastou a Brillante Mendonza uma câmara, para seguir duas avós no seu país natal. Para além de ser tocante, a simplicidade e o realismo de Lola tornam esta obra do cinema filipino, um grande filme.
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