Viam-se gregos para sair de casa

Canino é um filme ao mesmo tempo supreendente e perturbante. Eu considero isso positivo. Começa desde logo, de onde o filme veio. È uma película grega, onde toda a gente fala grego. Isso vai estranhar nos primeiros minutos do filme, pois vai dar a sensação que todos os gregos representam a declamar. Mas, Canino, vai-se entranhando aos poucos, á medida, que começamos a compreender a história do filme. Temos uma familia. Um casal e três filhos crescidos. Os comportamentos dos filhos, fazem-nos lembrar atrasados mentais. Mas não são. Pura e simplesmente, já adultos maduros, nunca saíram além dos portões de casa. O único que o faz, é o pai, que trata a familia como se fossem cães, recompensando-os quando fazem coisas boas e batendo-lhes violentamente quando ser portam mal. Muitas cenas do filme passam por aí, humanos a comportarem-se como animais de estimação. É quando nos apercebemos disto, que o filme nos atinge como uma bátega de água e impede-nos de ficarmos indiferentes. À medida que vai avançando, também a história empurra os seus próprios limites. Como são adultos, o sexo entra em cena. E o incesto, claro. Começamos então a torcer que as " crianças " fujam daquela prisão surreal...



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